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Archives: Ciências Ocultas

A importância dos nomes dos espíritos, entidades, anjos e demônios na invocação ou evocação

Embora hoje sejam menos conhecidos, os grimórios e os manuais de invocação foram bastante populares nos séculos XVII e XVIII. Além de instruções detalhadas sobre como se preparar para a operação mágica, eles traziam informações sobre espíritos, entidades, anjos e demônios que poderiam ser convocados diante do operador.

No caso do mais famoso de todos, a Clavícula de Salomão, a seção dedicada à Goetia traz o nome, o título de nobreza e o número de legiões sob o comando de cada um dos 72 demônios. Não se trata de uma exclusividade. Quando discutia as inteligências planetárias, Agrippa também dedica páginas com esse tipo de informação: nomes, hora e dia de semana preferencial para realizar a operação, número de subalternos, etc.

O grande problema, tirando os casos em que um livro copiava descaradamente as instruções do outro, é quão comum era que os nomes simplesmente não fossem os mesmos! Se os sete arcanjos em um livro são Gabriel, Uriel, Remiel, Michael, Raphael, Raguel e Sariel [correspondendo à ordem caldeica dos planeta], outro substitui Remiel por Phanuel no governo de Vênus e Sariel por Zadkiel na esfera de Saturno. Um terceiro livro mantém Remiel, mas troca Raguel por Camael. Um quarto livro mantém a ordem original, exceto que Jophiel é incluído na lista e Remiel, dispensado. E assim em diante. E agora, que nomes você usa para chamá-los?

A hierarquia do Inferno, segundo Wierus

A hierarquia do Inferno, segundo Wierus

Quando Arthur Edward Waite escreveu As Ciências Ocultas, seu objetivo declarado era fazer um apanhado do que se conhecia sobre diversas disciplinas. Assim, os iniciantes poderiam ter uma noção geral do que fazer e do que estudar. Para isso, Waite revisitou diversos livros antigos, dos séculos XIV, XV, XVI, XVII, XVIII e XIX, incluindo manuscritos e edições raras.

A quarta seção de sua Parte I se chama “Magia Negra: a Evocação de Demônios”. Waite explica que os demonologistas medievais raciocinaram que, assim como os anjos e os espíritos superiores se organizam hierarquicamente, os diabos e demônios teriam um governo similar. Uma espécie de espelho retorcido, certamente muito burocrático e tirânico.

Para exemplificar, temos a oportunidade de conhecer o que Jean Wierus, discípulo de Cornelius Agrippa, escreveu sobre a hierarquia do Inferno e descobrir, por exemplo, que Satã, a serpente genuína, havia perdido o trono do Infernus e que Beelzebub assumiu seu posto. A estrutura completa, disponível em Pseudomonarchia Demonorum, obra em latim do século XVI, seria esta:

Qual é a origem do Tarot? – Parte II

Qual é a origem do Tarot? – Parte II

Até chegar na Europa do século XIV, os Arcanos Menores percorreram um longo caminho de mais de 500 anos – começaram na China, em 868, em um baralho de 32 cartas no “jogo de folhas”. Por volta do século XI, acompanharam os viajantes pela Rota da Seda e chegaram até a Pérsia e o Egito. Entre os persas, as cartas foram transformadas em discos e os naipes contavam com 12 elementos – os números de 1 a 10 e dois membros da corte: o Rei e o Vizir.

Entre os egípcios, e mais especificamente os mamelucos, adotaram-se quatro naipes – bastões de polo, espadas, moedas e taças -, cada um deles com 13 cartas – os números de 1 a 10 e três membros da corte: o Rei, o Rei Adjunto e o Segundo Adjunto. Através do Mediterrâneo, as cartas alcançaram o Sul da Europa – Cataluña, Itália, França e Suiça.

Antes de avançarmos para a história dos Arcanos Maiores, é interessante resolvermos uma das perguntas que ficaram pendentes em relação aos Menores: se eles já vieram para o Ocidente como cartas de jogo, por que algumas pessoas afirmam que o baralho de carteado que temos hoje em dia é uma corruptela, uma apropriação profana de um instrumento divinatório sagrado? Elas não conhecem a história do objeto de que escrevem ou falam?

Qual é a origem do Tarot? – Parte I

Essa é uma das perguntas mais comuns sobre o tarot e sua resposta é uma das mais controversas. Aleister Crowley, por exemplo, o “homem mais perverso do mundo” e ocultista mais influente do século XX, defendia que o tarot era o Livro de Thoth e tinha sua origem nas antigas dinastias do Egito, entre os sacerdotes do deus Thoth, responsável pela escrita e pelo conhecimento. Boiteau e Vaillant, dois escritores franceses do século XVIII, diziam que o tarot tinha origem entre os ciganos. Eliphas Lévi, por sua vez, afirmava que o tarot havia, sim, chegado à Europa através dos ciganos, mas que antes disso, os judeus teriam passado essas cartas ao povo nômade.

Em A Chave Ilustrada do Tarot, Waite dedica a última seção da Parte I do livro a entender o Tarot na História. Com espírito crítico, que alguns chamariam de exageradamente sarcástico e mordaz, Waite elabora um resumo de todas as teorias apresentadas até o início do século XX e o que havia de fato confirmado naquilo tudo.

Antes de investigarmos o assunto, é preciso entendermos que o tarot é dividido em Arcanos Maiores e Arcanos Menores. “Mas isso não era óbvio?”, pode perguntar alguém. Sim, mas o que não é tão óbvio é que essa divisão existe porque as duas partes tiveram origens distintas!

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