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Archives: Maçonaria

As primeiras Lojas Maçônicas

Em 24 de junho de 1717, a Grande Loja de Londres foi constituída por quatro Lojas antigas, que se reuniam na Cervejaria Ganso e Grelha, na Cervejaria Coroa, na Taverna Macieira e na Taverna Copázio e Uvas. Gould menciona, apoiado no Livro das Constituições de 1788, que uma reunião havia sido realizada na Taverna Macieira ainda em 1716, com o fim de planejar essa fundação.

Seriam essas “quatro Lojas antigas” as mais antigas existentes? Quão antigas exatamente elas eram, de onde surgiram e qual era a diferença entre elas e as Lojas pós-1717?

A origem da Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI

A origem da Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI

A Francomaçonaria moderna foi criada em 1717, quando as quatro Lojas antigas de Londres se reuniram e decidiram criar a Grande Loja, que determinaria o padrão para as cerimônias maçônicas e resolveria as dissensões internas da fraternidade. Alguns escritores afirmam que existiram Grandes Lojas antes dessa data – cita-se a Assembleia de York, por exemplo, ou os maçons canteiros da Alemanha. No entanto, não existe prova para essas afirmações e a Grande Loja de Londres permanece celebrada como a “Grande Loja Original”.

É importante observar que isso não significa que não existiam Lojas maçônicas fora dos domínios da Grande Loja! Pelo contrário, temos evidências de reuniões maçônicas desde os séculos XIII e XIV e registros de Lojas maçônicas que remontam ao final do século XVI, mais de 100 anos anteriores à reunião de 1717. Lojas na Escócia, na Irlanda e na própria Inglaterra receberam a notícia da fundação da Grande Loja de Londres e seguiram seus trabalhos, talvez sem perceber quão profundamente esse evento mudaria a Maçonaria.

No entanto, a Grande Loja de Londres não mais existe. Sua sucessora, a Grande Loja Unida da Inglaterra, foi fundada somente em 1813. Portanto, apesar de celebrarmos em 2017 os 300 anos da Maçonaria moderna, a GLUI deve aguarda ainda outros 96 anos para comemorar seu tricentenário! Por que aquela Grande Loja fundada em Londres foi substituída por este organismo mais recente? Como a GLUI aconteceu?

O Altar na Igreja e na Maçonaria

O Altar na Igreja e na Maçonaria

Como eram as igrejas dos cristãos primitivos, antes que Constantinus transformasse o Cristianismo em religião estatal? Como os primeiros cristãos, os primeiros discípulos de Jesus e dos apóstolos, celebravam sua fé? Temos igrejas dessa época, dos séculos I, II e III da nossa era?

Até o ano 250, os seguidores de Cristo abominavam templos. Conforme Blavatsky mostra em As Raízes da Ritualística na Igreja e na Maçonaria, através de uma citação do cristão primitivo Marcus Minucius Felix:

Vocês julgam que nós (cristãos) escondemos o que adoramos porque nós não aceitamos nem templos nem altares? Mas que imagem de Deus deveremos erguer, dado que o Homem é ele próprio a imagem de Deus? Que templo poderemos construir para a Divindade, quando o Universo, que é a obra d’Ele, mal pode contê-Lo? Como podemos entronizar o poder de tal Onipotência em um único prédio? Não é bem melhor consagrar à Divindade um templo em nosso coração e espírito?

O Mito Solar

O Mito Solar

Embora tenha escrito As Raízes da Ritualística na Igreja e na Maçonaria em 1889 e suas Anotações sobre o Evangelho segundo João só tenham sido publicadas em 1893, Madame Blavatsky já falava do “Mito Solar” como um assunto batido, que todos já estavam fartos de conhecer e ouvir falar, não sendo necessário bater na tecla incessantemente.

Recentemente, o Mito Solar ganhou projeção através do documentário Zeitgeist, que o utilizou como arcabouço para sua primeira parte, em que tentava demonstrar como a imagem de Jesus que temos hoje é somente uma colagem de diversos mitos e características de deuses mais antigos, vindos da Grécia, de Roma, do Egito, da Pérsia, do Iraque, da Índia, entre muitas outras nações.

No meio do século XX, tivemos Joseph Campbell, com seus excelentes O Poder do Mito e O Herói de Mil Faces, material de pesquisa obrigatória para qualquer interessado ou apaixonado pela mitologia e pelas lendas da humanidade. Mesmo assim, é um assunto sobre o qual raramente escutamos – pelo menos, não foi nas aulas de Religião do colégio que aprendemos sobre religião comparada e o Sol como emblema da vida.

Então, temos duas perguntas a responder: primeiro, por que Blavatsky fala do Mito Solar como algo de conhecimento comum se hoje só escutamos sobre este assunto se procurarmos as fontes corretas? Segundo, o que exatamente é o Mito Solar e por que ele é importante para entender a Igreja, a Maçonaria e as religiões em geral?

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