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Qual é a origem do Tarot? – Parte II

Qual é a origem do Tarot? – Parte II

Até chegar na Europa do século XIV, os Arcanos Menores percorreram um longo caminho de mais de 500 anos – começaram na China, em 868, em um baralho de 32 cartas no “jogo de folhas”. Por volta do século XI, acompanharam os viajantes pela Rota da Seda e chegaram até a Pérsia e o Egito. Entre os persas, as cartas foram transformadas em discos e os naipes contavam com 12 elementos – os números de 1 a 10 e dois membros da corte: o Rei e o Vizir.

Entre os egípcios, e mais especificamente os mamelucos, adotaram-se quatro naipes – bastões de polo, espadas, moedas e taças -, cada um deles com 13 cartas – os números de 1 a 10 e três membros da corte: o Rei, o Rei Adjunto e o Segundo Adjunto. Através do Mediterrâneo, as cartas alcançaram o Sul da Europa – Cataluña, Itália, França e Suiça.

Antes de avançarmos para a história dos Arcanos Maiores, é interessante resolvermos uma das perguntas que ficaram pendentes em relação aos Menores: se eles já vieram para o Ocidente como cartas de jogo, por que algumas pessoas afirmam que o baralho de carteado que temos hoje em dia é uma corruptela, uma apropriação profana de um instrumento divinatório sagrado? Elas não conhecem a história do objeto de que escrevem ou falam?

Qual é a origem do Tarot? – Parte I

Essa é uma das perguntas mais comuns sobre o tarot e sua resposta é uma das mais controversas. Aleister Crowley, por exemplo, o “homem mais perverso do mundo” e ocultista mais influente do século XX, defendia que o tarot era o Livro de Thoth e tinha sua origem nas antigas dinastias do Egito, entre os sacerdotes do deus Thoth, responsável pela escrita e pelo conhecimento. Boiteau e Vaillant, dois escritores franceses do século XVIII, diziam que o tarot tinha origem entre os ciganos. Eliphas Lévi, por sua vez, afirmava que o tarot havia, sim, chegado à Europa através dos ciganos, mas que antes disso, os judeus teriam passado essas cartas ao povo nômade.

Em A Chave Ilustrada do Tarot, Waite dedica a última seção da Parte I do livro a entender o Tarot na História. Com espírito crítico, que alguns chamariam de exageradamente sarcástico e mordaz, Waite elabora um resumo de todas as teorias apresentadas até o início do século XX e o que havia de fato confirmado naquilo tudo.

Antes de investigarmos o assunto, é preciso entendermos que o tarot é dividido em Arcanos Maiores e Arcanos Menores. “Mas isso não era óbvio?”, pode perguntar alguém. Sim, mas o que não é tão óbvio é que essa divisão existe porque as duas partes tiveram origens distintas!

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